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No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Brinquedo

Éramos crianças e pensávamos que o mundo era menor ainda, e brincávamos de grandes num universo muito mais imenso.
Não tínhamos as manhas desse jogo, mesmo assim, tivemos que aprender a passar de fase. Nessa brincadeira que é a vida nos escondemos e nos achamos no meio dos espinhos; e nem as marcas dos ferimentos mais antigos saram, até hoje, pelo caminho.
Somo, agora, adultos fingindo ser crianças para não vermos o que perdemos. E no "cirandinha vamos todos cirandar", eu me pergunto, para onde foram todos os nosso ideais?
Sentimos o desgosto em nossos estômagos sem nem provar uma colheirada do purgante. E nos escondemos sob os cobertores com medo dos monstros de fora dos guarda-roupas.
Nos tranformamos em reis sólidos de um reino sem habitantes, e destruidores dos bravos aventureiros que, inutilmente, tentam ultrapassar as nossas muralhas.

(By Míriam Coelho)

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