Escrúpulo. Caráter íntegro, oriundo da consciência espiritual de cada pessoa, segundo os dicionários. Esse tipo de caráter vem me cutucando a mente durante um tempo, já. “Consciência espiritual de cada pessoa”, o que é isso? Poderíamos dizer que é fidelidade, autenticidade, compaixão entre uma infinda barca de clichês que vemos nas comunidades de apoio do Orkut. Mas como ali em cima mesmo diz “de cada pessoa”. Como podemos culpar alguém com a falta de caráter, se o que é errado para nós não é errado para ela?
Há pessoas na minha vida que acham que beijar o cara que eu gostei durante tanto tempo não é traição; já que beijaram milhares de outros indivíduos por aí, isso chega a ser tão normal quanto ir ao banheiro e fazer cocô. Há outras que me humilhavam na frente de qualquer garoto (todos meus amigos e nada mais), por estarem tão desesperadas em “ficar” com mais um e sentiram-se ameaçadas com a minha presença. Pessoas que me prejudicaram nos estudos, roubando o meu esforço em cima dos trabalhos e ficando com toda a gratificação do que não fizeram. Depois, essas mesmas, vinham me abraçar, nomeando-se verdadeiras amigas. Pessoas que um dia falaram muito mal de um escritor famoso da faculdade que estudo e deixaram que eu levasse toda a culpa, se esconderam como ratos de esgoto fugindo do dedetizador.
Para mim, todas essas atitudes acima são abomináveis, irritantes e decepcionantes; no entanto, para o resto, inclusive aos praticantes dos atos acima, é a uma parte do seu caráter espiritual, que temos de aceitar se bem gostarmos e quisermos.

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