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No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Então é isso

Tudo indica que você está indo embora e não há nada que eu possa fazer. Não percebi isso ainda? Esse é o nosso destino: separados e unidos apenas por um fio de lembrança. Parecia que tudo estava escrito para nós, a música, a euforia, o sonho. Mas então, é isso, chegamos ao final e esse é mesmo o fim, com esse gosto amargo e fervente na ponta da boca, que escorre lentamente pela minha garganta, me imobilizando, me sufocando. Já não me esquivo mais do frio e dos golpes violentos do meu mundo, o meu teatro de panos. E a cada golpe eu me torno mais entorpecida do que antes. Esse é o meu destino e eu não percebi ainda? Como num pesadelo eu gostaria de me mover, lutar e sair do lugar. Mas uma força muito mais forte me impede, e essa força é você! De nada adianta te buscar no alto da torre se não consigo nem subir sozinha. Esse é o meu destino e eu não percebi isso ainda? Porque lá no fundo ainda quero que seja mentira... ainda quero chegar até você e jamais te perder... ainda quero escutar em suas palavras "compreendo seu mundo"... ainda quero descobrir que você é mesmo aquele que gosta de mim... porque mesmo te magoando pelas mãos dos meus demônios de pano eu ainda gosto de você.

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