
O amor é muito banalizado atualmente, o que imaginamos dos relacionamentos não é o mesmo que era sonhado nos anos 60 e assim por retrocesso na linha do tempo. Só essa palavra, ainda mais no mundo dos intelectuais, já significa uma perda de energia total! O que é amar? Para alguns significa encontrar alguém que não tenha defeitos. Para outra camada social é encontrar alguém que tenha os mesmos interesses e metas de vida. O mais comum é o pensamento de que se a outra pessoa começar a apresentar "falhas", logo será descartada. Essas pessoas sempre utilizam a mesma desculpa de que se quer "isso e aquilo" do outro e se esse não for assim, então cai fora! Ponto final. Não há nenhuma consideração de que errar é humano, nenhuma cogitação de diálogo aberto, nenhuma lembrança boa contrapesada com as falhas do outro. Fim de relacionamento.
As pessoas são incompreensivas, egocêntricas e mentes fechadas quando se trata do outro. Reclamam como bebês chorões e esperam de braços cruzados e beiços pontudos pelas mudanças alheias ao seu favor. Se não há alterações positivas, no seu ponto de vista, o outro é sempre descartado. Isso é ridículo, não?! Acredito que gostar realmente de alguém transcende uma avaliação besta em cima de falhas e acertos momentâneos. Claro que se o parceiro destrói a sua essência, não é companheiro, te agride ou te humilha, não há outra escolha, não há sentimento que dure. No entanto o que eu percebo é uma impaciência e orgulho destrutivo, que resulta em jogar fora alguém que poderia te acrescentar muito.
Contudo tem um tipo de amor que as pessoas banalizam ainda mais e que é de grande valia: o amor próprio. Calminha ai! Algumas criaturas acham que se achar "mais do que" alguém já é se amar; porém não é bem assim. Ninguém é melhor ou tem mais do que alguém. Sofremos e somos felizes na mesma intensidade, durante toda nossa vida, mas em histórias e cenários diferentes. Não se compare com ninguém! Estar em paz consigo mesmo e aceitar-se com defeitos e qualidades que se tem é o verdadeiro amor próprio. Tendo este, conseguimos suportar a solidão, as frustrações e não errar ao dar a chance a um verdadeiro amor, que pode surgir.
Para amar os outros, tem que crescer. Para amar os outros, também tem que amar a si mesmo. Não é enchendo a cara, se drogando, fugindo da realidade com todos os alucinógenos possíveis, que você conseguirá ser feliz e encontrar a pessoa certa, em meio a mil lembranças de relacionamentos que deram errados. E lembre-se, nem todas as mulheres são iguais, assim como nem todos os homens. Suas atitudes bestas é que provocam os mesmos resultados bestas.

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