Você me submete a viver em cima dos destroços para que eu respire as cinzas e espere o perecimento do que, um dia, pareceu que ia durar para sempre. É muito difícil jogar esse jogo do faz-de-conta que também o ignoro, quando você faz parte dos meus pensamentos… É essa a diferença. Estou excluída do seu mundo, da sua lembrança. Mas você está dentro do meu mundo e faz parte dos vários cacos de vidro que me ferem, enquanto caminho… Você é um sofrimento que eu poderia ter evitado. Me dói continuar com essas lembranças. Me dói ver o seu nome. Me dói ver o seu rosto. Não quero mais saber de qualquer indício seu.
No Hospício
“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)
sábado, 25 de junho de 2011
Para que serve?
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário