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No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

sei lá

Já desconfiou da vida a ponto de estender a mão sob a chuva para sentir que é real? Já teve momentos em que parou de pensar para contemplar a cena em volta, como uma fotografia prestes a ser colocada no álbum? Já notou curiosamente as pessoas que passam do seu lado, como se fossem apenas figurantes da fantasia?
O carrossel dá voltas e a paisagem nunca é a mesma. E não notamos que não se repete, estamos tão focados no dentro que esquecemos os de fora. Também não vemos quando é hora de trocar de brinquedo e deixamos o ticket sempre se renovar. É o círculo viciante que gira numa pequena migalha do grande universo, mas na nossa visão, estamos parados e tudo está girando em torno de nós.
(by Míriam Coelho)

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