Powered By Blogger

No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Cercadinho é só de plástico

A ilusão. Há tantas pessoas que agem como crianças inocentes tentando, de todo modo, enfiar a pecinha redonda no buraco quadrado do brinquedo. E quando finalmente conseguem, depois de tanto esforço, a pecinha se fixa por um determinado tempo lá e logo escapa, é inevitável. A criança nunca terá paz se tentar forçá-la a encaixar de novo, sempre haverá o trabalho dobrado e depois o medo da peça escapulir novamente, e isso sempre acontece. E ela sabe, só não quer acreditar! Por que é tão difícil abrirmos os olhos e ver que não estamos preenchendo os buracos com as formas certas?
Assim eu vejo o coração de muitas pessoas, e não falo de um amigo, dois, ou três... falo de várias pessoas que passam pela mesma situação. Essas crianças ainda nem cresceram, não deram seus primeiros passos em direção aos braços do mundo e insistem em preencher seus buracos vazios engatinhando e catando as primeiras peças que encontram pelo caminho. Depois que não dá certo - e não vai dar mesmo - choram, berram e se revoltam contra as paredes do berço, alegando que são bebês de má sorte, incompreendidos pelo universo do cercadinho de plástico.
Não, não é assim que acertarão o jogo, não se vence ele antes de pisar bem firme no chão, com a direção definida para os braços certos que se quer chegar, na altura certa para observar a onde pisa. E já chega de tentar enfiar a pecinha errada no buraco inadequado!, compare todas com as formas e tamanhos dos buracos antes de escolher o que você quer encaixar ali.
Por fim, para esclarecimento de determinadas expressões, minha intenção não foi ofender ou alegar imaturidade à qualquer pessoa, apenas usei a minha hipótese de que DENTRO DE TODO O INDIVÍDUO, MADURO OU NÃO, HÁ SEMPRE UMA CRIANÇA REINANDO COM SEUS COMPLEXOS E TEIMOSIAS.

(by Míriam Coelho)

Nenhum comentário:

Postar um comentário