Powered By Blogger

No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha verdade, sua verdade

Tuas palavras me machucaram como pontas de faca,

Como se elas quisessem ferir as tuas próprias verdades.

Através da minha fraqueza.

Não te enganes, pois nossas verdades

Não andam juntas, nem se encontram

Ali à frente.

Teus olhos um dia foram o meu amparo,

Hoje são parte da dúvida que resvala

Pelo meu peito.

Há muito mais no horizonte, eu sei

O mundo não é tão frio e mesquinho quanto

Você me jura.

Por noites e dias, meus pensamentos vagaram

Catando mil informações nos olhos e atitudes

De quem eu vi.

Por isso, não ajuízes que sou tão tola a ponto de abrigar,

De você, suas verdades leigas e cegas, transformando-me

Em destroços do que um dia fui!

by Míriam Coelho

Nenhum comentário:

Postar um comentário