Das forças mais sutis do meu peito ferido,
Rega-se, ainda, o amor através da fonte,
Que, há tanto, jurei que tinha se enfadado.
Do meu peito, só ouço o escorrer suave, dentre os espaços,
O líquido que se funde e confunde com as lágrimas do ser.
O que há de tão oculto em seus olhos para atrair-me, tão de pressa,
Mesmo quando eu devia odiar-te por suas palavras tão mortais?
Você me funde no escuro e me confunde em tudo
É o meu eterno advento desenho de amar
Seus traços, sua voz, seus gestos, são meu ímã particular.
Eu deveria ter me protegido desde o início ao invés
De ter aproveitado essa essência tão próxima da minha.
Sua rotina, sua forma de amar não se encaixam na minha
E, ainda assim, quebro-me a mim mesma para que se encaixem.
Por Míriam Coelho

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