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No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pensamentos da noite

729101anime_pensando Coração morto ou partido, o que é pior? Minhas divagações sobre isso terminam por onde começam minhas novas questões. É tão difícil carregar no peito um sentido de ferimento letal, quando se tem que sorrir e ouvir o mundo. Mas para aqueles que sofrem desse mal e continuam vivos, como imortais que sangram mas não morrem nunca, digo que há privilégios. Compreendemos o mundo de várias formas, além do que o racional observa. E para os poucos sobreviventes desse mal, resta o triunfo perante uma das feridas mais doloridas e incuráveis do mundo. Resta o orgulho de si próprio. O si-próprio... quão bela expressão! É o que nos salva, quando compreendida a importância. Nós somos muito mais importantes do que o que nos fere e a ferida. É triste que poucos enxerguem isso e quando enxergam, já cometeram muitas imbecilidades anteriores. Eu peço um brinde aos que se valorizam acima de tudo e compreendem o grau de importância das tristezas que o coração nos causa. Por mais que sejam tristes, por mais que sejam letais, são as nossas experiências, nossas lembranças, é tudo nosso! Algo que ninguém jamais irá roubar e, quando visto de um perímetro diferente, notamos que aí é que está o presente da vida: viver.

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