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No Hospício

“A palavra não deve ser para a alma senão um sinal misterioso, muito discreto, muito austero, muito augusto, só perceptível à visão dos espíritos. Parece mesmo uma deplorável extravagância da nossa natureza incompleta este capricho de reduzir a medida e a cadência as grandes emoções a que a alma se exalça em certos momentos.” (Rocha Pombo)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

夜反射

Os dias já não têm mais a simplicidade que tinham antes, as coisas eram mais fáceis na infância e nos contentávamos apenas com um brinquedo novo. Atualmente nem os brinquedos novos contentam as nossas crianças e a felicidade no lar não alenta os pais. Não há alento em lugar nenhum, é o que parece ser, a princípio. No entanto, há pouco, descobri que a totalidade é uma questão de necessidade em cada história da vida humana. Se ontem eu me contentava com um novo conjunto de roupas para a minha Barbie, hoje me contento com um desejo que meu eu quer, seja um prato de comida diferente, uma caminhada por uma rua sem casas, a visita há um shopping que não tem mais tanto pique, o segredo é aprender a ouvir o que realmente queremos e nem tudo que queremos requer dinheiro, apenas tempo e atenção conosco.

Já não há mais preocupações com o passado, porém também não me vejo tranqüilo remexendo nas velhas fotos. Acredito que tudo passou; magoou, mas foi embora. Ou está adormecido? Não sei. A única coisa que me importa é o presente, porque o futuro ainda nem nasceu e por mais que se corra atrás do tal amanhã ele sempre continua correndo, no final das contas, quando olha para trás, você só correu e deixou todas as tarefas inacabadas. Não há como voltar, nesse caso, porque passado já morre quando transpõe a linha do hoje.

É confuso? Não. São apenas palavras que vieram e que registrei para lembrar-me das minhas idiossincrasias, palavra que contém uma velha história. O que quero dizer é que a vida é complicada mas temos que complicar com ela também. Acho que se ela nos fere, então, nada de dar mole com ela! Vamos complicar com ela, e apenas com ela!, não me refiro a nós mesmos, conosco temos de ter o máximo de paciência.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Postei um comentário antes faltando uma letra :B Mas quero dizer que concordo plenamente com tua postagem. As coisas são bem assim mesmo...

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